Cuba: Homenagem a Gloria Amaya
Por Carlos Santomor   
10-Jan-2010

damas_de_blanco.jpgA dissidência cubana está hoje de luto. Perdeu uma das suas mais importantes porta bandeiras que apesar da avançada idade, fez da luta pela liberdade não só dos seus  próprios filhos,  mas de todos prisioneiros do regime cubano, uma opção de vida, utilizando tão somente as frágeis armas de que dispunha, contra o domínio poderoso e opressivo, da família Castro e dos seus apaniguados.

Gloria Amaya é um exemplo que engrandece  a oposição cubana e apesar de ter sido atingida pela morte, o seu espírito estará sempre presente, dando alento àqueles que continuarão a lutar pela liberdade não só de Ariel e Guido  Sigler Amaya, mas também das centenas de outros presos políticos que lutam pela vida, nas masmorras de Fidel Castro.

O desaparecimento físico de Gloria Amaya, não significa nada para o regime cubano, mas passará a fazer parte do larguíssimo inventário de vítimas dos crimes praticados contra um povo, em nome de uma revolução, que falseou por completo as promessas e as ilusões daqueles que apoiaram inicialmente sem questionar e calaram pelo medo, toda uma nação, que cinquenta anos depois, está dividida em duas classes completamente antagónicas.

A revolução cubana como tal, é uma realidade moribunda,  cuja ilusão de vitória, somente sobrevive nas mentes dos seus próprios obreiros, que se agarram desesperadamente à vida, dominados por uma torpeza cega e surda, incapazes de perceber  as consequências dos seus actos, contra aqueles que proclamavam defender, praticados sob a flândura de falsas e esgotadas premissas, a caminho do seu próprio abismo.

Louve-se a coragem dos inúmeros opositores que em Cuba, são capazes de gritar bem alto a uma só voz, que Cuba será livre, como aconteceu durante o velório de Gloria Amaya, na presença da famigerada "seguridad del estado" a tenebrosa polícia política cubana, que mesmo na hora da morte, assegurou a sua presença na câmara ardente, recusando dar paz ao corpo da finada, desorientados, porque o espírito daquela, deixara de estar sob o seu criminoso controlo.

A nossa homenagem a Gória Amaya Gonzalez, que nem a cadeira de rodas, a impediu de lutar pela causa da liberdade no seu país natal.

Carlos Santomor

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Actualizado em ( 24-Jan-2010 )
 
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