Destino pendente das soluções ambientais
Por Carlos Santomor   
27-Feb-2010

urso.jpgAinda não completamente refeitos da tragédia que atingiu a Ilha da Madeira, chega-nos a notícia de mais um terramoto no Chile com consequências desvastadoras e como não fosse suficiente em mais este sábado de Fevereiro, eis que a comunicação social já noticia uma onda gigante (Tsunami) que progride no pacífico, cujas consequências ainda são  imprevisíveis.

A sucessão de ocorrências ambientais, que vão desde os sistemas de pluviosidade descontrolada, às secas que se sucedem e às catástrofes sísmicas que cada vez são mais frequentes, com enormes impactos materiais e humanos,  parece não serem suficientes para que os senhores do mundo, se decidam definitivamente, a assumir as suas responsabilidades.

Voltando à última cimeira de Copenhaga que resultou num flop completo,  onde os mandatados, não fizeram mais do que patrocinar o festim folclórico, numa tentativa de disfarçar o peso que os verga ao poder dos lobbys económicos,  proporcionando-nos todo o tipo de jogos de burla e engano político, para mais uma vez  adiarem, mesmo sabendo que os custos serão terríveis num próximo futuro.

Desgraçadamente já entramos naquela fase em que aqueles que eram referenciados como arautos da desgraça, sempre que se apresentavam a protestar contra os desmandos do corporativismo industrial em termos ambientais, desesperam perante a inércia vigente, obrigados a testemunhar  as sucessivas ocorrências avisadas, as quais parece não terem ainda o impacto suficiente, para activarem acções concertadas,  pelos poderes  mais do que comprometidos, com os interesses que lhes financiaram as campanhas.

Os símbolos da ganância e da ambição que impulsionaram o sindroma do consumo desenfreado, com o patrocínio dos grandes coglomerados económicos, continuam a agudizar a ruína do planeta, pela indução da humanidade a uma inconsciente letargia, de onde somente desperta quando a tragédia ambiental lhes bate à porta ou lhes  destrói  o frágil automóvel novo.

De igual modo, continuamos sem compreender como é que os manipuladores de dados, ao serviço do centil,  insistem em manter as pastas secretas guardadas em cofres muito restritos, recusando-se a divulgar, que o destino do planeta já não é sequer comparável em termos económicos, às subvenções que os seus senhores recebem, de quem lhes tem alimentado o ego e a hipocrisia.

É tempo de  nos consciencializarmos que não podemos contar com os ditos líderes, que vivem exclusivamente em função das manchetes dos jornais e da engorda das contas bancárias e que há muito encomendaram os seus próprios abrigos anti sísmicos,  pouco interessados em decidir a favor da humanidade, convencidos que estão da sua imunidade aos desastres ambientais e aos julgamentos públicos.

Precisamos de encontrar urgentemente soluções reais e exequíveis, começando pelo derrube das grandes torres contaminantes e pelo ataque ao vírus consumista, a que fomos deliberadamente induzidos e viciados pelos marajás nos diversos poderes,  quando eram sabedores que toda essa toxicidade nos conduziria a um holocausto que no final, terá muito poucas ou nenhumas testemunhas.

Carlos Santomor

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