CRISE: Solução José Socrates "Sacar o Zé sem nada"
Por Carlos Santomor   
12-Mar-2010

jose-socrates-maca-envenenada.jpgÉ de todo impossível passar ao lado de mais esta pancada que o governo de José Sócrates se prepara para desferir sobre as classes mais desprotegidas deste país, brandindo a crise,  argumento ridiculamente estafado  e que não convence ninguém, porque já toda a gente percebeu que ela será tanto mais complicada, quanto maior é a incompetência do governo.

O facto de nos encontrarmos economicamente a caminhar para a falência, só tem a ver com a incapacidade que este governo demonstrou ao longo dos últimos cinco anos, ao não atacar as verdadeiras causas que ano após ano tem agravado o défice, preferindo os paliativos e destilado demagogia, enquanto se entretinha a sacrificar aqueles que menos tinham e a favorecer os que já não precisavam.

Como não fosse suficiente, continua na mesma senda e ataca precisamente aqueles que não tem como se defender, continuando a favorecer sempre os mesmos. Já temos dúvidas se será  falta de coragem, incompetência, ou deliberado, quando continuamos a assistir  à recusa, em avançar para as únicas medidas que efectivamente ajudariam a resolver a crise.

Será que é assim tão difícil, acabar com o desperdício ao nível das instituições públicas? É assim tão complicado reduzir ao mínimo o número de institutos que só servem para alojar os parentes ou próximos do poder e que nem sequer se sabe para que servem?

Já para não falar na renovação das frotas topo de gama dos senhores governantes, assessorias e companhia, das ajudas de custo que em vez de serem reduzidas, são aumentadas e que nos vão custar este ano 783 milhões de euros, desbaratinados pelos senhores ministros em hotéis, viagens, telemóveis e combustíveis, sem esquecer os programas criados especificamente para manter ocupados, alguns amigos ou amigos dos amigos de peito.

Porque dos milhões que são colocados lá fora em offshores, pelos maiorais do reino, para fugir aos impostos,  com a cumplicidade do próprio Ministro das Finanças que conhecendo perfeitamente essa prática nada faz, no sentido de travar a sangria, que também chega aos milhões que são distribuídos em mais valias sem serem taxados decentemente, porque  isso para este governo não é importante, nem sequer faz parte da solução, é mais fácil entrar nos bolsos vazios do Zé sem nada..

As soluções que  José Sócrates e os seus inteligentes assessores apresentam para enfrentar a crise, só tem uma direcção, sacar cem euros a cada cidadão que ganhe uns miseráveis quinhentos e cinquenta euros, enquanto aqueles que levam catorze mil para casa, apenas são tributados em setecentos. Por essa linha de raciocínio, se percebe o estado de insensibilidade a que este governo chegou,  que já nem sente a consciência, se alguma vez lhe sobrou alguma réstia.

Com mais este instrumento a que quiseram chamar de PEC, o actual primeiro ministro e o seu grupo de marajás entre os quais não há nenhum que passe fome, demonstram bem como se estão borrifando para este país e para as verdadeiras políticas de recuperação económica, preferindo atacar a miséria vigente,  os pobres, reformados e dependentes de salários de mingua e beneficiar as grandes fortunas, os bancos, as empresas dos amigos, aqueles que transpiram e sofrem para acabar diariamente o filé mignon.

O modelo Socratiano configurado neste PEC, é uma solução altamente gravosa para a economia nacional,  vai levar-nos a toda a velocidade para a versão Grécia II, com consequências mais do que previsíveis, porque o Srº Engenheiro e o seu grupo, está-se borrifando para o povo português, preferindo enveredar por soluções básicas, mais fáceis de decidir, mas muito mais penalizadoras para o futuro deste país, arrastando para o enorme charco, aqueles que ainda só gravitam à beira da miséria.

Carlos Santomor

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